Mostrando postagens com marcador homossexualidade. Mostrar todas as postagens
Falando de... MANIPULAÇÃO
P.S.: Quando escrevo aqui, não defendo NENHUM tipo de manipulação, nem mesmo as usadas dentro de nossas igrejas. Portanto, se gosta de viver "manipulado", seja por mídia ou por qualquer outra forma, não venha me criticar depois. Sua opinião não muda a minha, só mudo minha opinião, se Deus quiser que o faça.
A manipulação é um dos assuntos mais comentados no ano, desde as manifestações que moveram a maioria do povo brasileiro, acusadas pela mídia brasileira. Acontece que por manipulação, não existe só a da mídia. É claro que somos todos escravos de um sistema que nos transforma em clones uns dos outros, conforme quer o capitalismo e os poderosos. Mas a manipulação, seja de imagens, notícias ou qualquer outra coisa, nos entorpe, modificando nossas ideias e pensamentos e muitas vezes, excluem a minoria.
Quer um exemplo prático? Quando determinado assunto se torna polêmico o bastante para criar duas opiniões diferenciadas, cada indivíduo deve escolher o seu lado. Por quê? Porque aqueles que resolverem criar uma terceira opinião, ou entrementes, concordar com ambas, é tido como alguém sem opinião, ou doente. Isso é o que chamo de manipulação.
Tendo por base vários assuntos, tomei por direito escrever contra a manipulação. Tratarei um pouco sobre o feriado do Halloween, a ditadura gay e o direito dos animais contraponto com as experiências nestes. Diferentemente da grande maioria, tratarei todos os assuntos com imparcialidade, e portanto, vou tratar da manipulação dos dois lados.
Halloween
Sabe-se que a data é pagã, iniciada por bruxos muito antigos, os quais comemoravam o dia de sua festa anual, onde pediam oferendas de colheitas aos vizinhos, e em troca não colocariam maldições sobre suas famílias. Com o tempo, a data tornou-se popular em muitos países da Europa, incluindo hoje, os Estados Unidos, que foi colonizado por uma cultura parecida. Hoje, pede-se doce e em troca não se fazem "travessuras" nas casas.
Dizem os cristãos, que a origem da festa, e seu nome especificamente (Festa das Bruxas), faz com que seja completamente proibido a eles a comemoração de tal data. A bruxaria e feitiçaria, é condenada pela Bíblia, e portanto, completamente diabólica. A comemoração da festa das bruxas, é um apoio a essa cultura, que por si só, é anti-bíblica e pagã. Vendo por esse lado, concordo que a data
seja pagã, mas o real significado desse termo, seria a adoração a natureza, ou a
não adoração a Deus, e portanto, creio que ainda hoje tem se visto com certo
preconceito por religiosos.
Sendo de uma religião
cristã, não tenho o costume de comemorar a data. Esse fato, porém, não
significa que vejo a data como algo maldoso ou mesmo que tenha algo de
demoníaco. Acho que o mundo de hoje abre novas portas, e o entendimento de
diferentes culturas é primordial para o conhecimento geral, e o Halloween faz
isso, transmite a cultura pagã a quem não a conhece.
Vendo pelo outro lado, a origem não conta como algo a se argumentar. Porque se fosse tomado essa atitude, a própria data do aniversário, natal e páscoa, como comemoramos hoje (coelhos, papai noel, ceia, data do natal em dezembro, as festas de aniversário) seria também uma origem pagã. E sobre o motivo da data, concordo que seja algo não-cristão, mas nem por isso, teria algo maldoso. A data como é comemorada hoje, é ingênua e com o propósito de se fantasiar e ganhar doces, além de incitar o "terror" nas crianças. Não vejo como isso possa influenciar uma criança a ser bruxo ou qualquer outra coisa.
Com a visão de ambos, percebo que a manipulação por si só não existe tão perceptivelmente como parece. Mas, se perceberam que eu não tenho um lado específico (não concordo de todo com nenhum dos lados), muitos vão dizer que eu "não tenho opinião". Por quê? Porque não sou manipulada por nenhum deles? Isso tudo o que falei, É UMA OPINIÃO!!
Homossexualidade
Houve grande polêmica neste ano sobre o assunto. O deputado cristão que atreveu-se a se opor sobre a "ditadura gay" teve como resultado o ódio perpétuo da maioria do povo brasileiro. Por quê? A mídia em primeiro lugar, o tratou como alguém preconceituoso e que queria incitar a homofobia, o que em si, foi uma enorme manipulação. As notícias ridículas que saíram sobre ele, eram em geral, vídeos, imagens e palavras cortadas e manipuladas para transformar o pastor e deputado em "vilão". A violência contra a família dele gerou traumas irreparáveis nas filhas dele, que tiveram que sair do país pelo medo. E tudo o que esse homem queria era defender sua opinião e crença.
Do outro lado, vemos pessoas que colocam os homossexuais como maus, estupradores, iníquos, vulgares, incitadores de luxúria e promíscuos. Pessoas de bem, que tudo o que querem é ser felizes e viver em paz com a pessoa que escolheu para viver, são discriminadas por pessoas preconceituosas (sim, porque quem não concorda com isso, eu apoio de todo, mas quem trata pessoas como promiscuas por sua opção sexual, pra mim, não encontro outra palavra para descrever) como seres cheios de luxúria e até mesmo pedófilos, tendo por base uma ou duas raras exceções que por serem maldosos e com mente perversa, cometeram tais atos. Mas, isso não prova de maneira alguma que todos os homossexuais são assim. Se generalizar tudo, começaria a acreditar que pastor é ladrão, por exemplo, o que é obviamente, um preconceito ridículo. Portanto que faz o menor sentido se começarmos a pensar em generalizar pessoas.
Assim como a mídia manipula informações para que a ditadura gay seja aceita por religiões que não concordam com isso, muitas vezes notícias "no ar" são manipuladas para que estes sejam vistos como pessoas ruins. E vejo isso como manipulação por ambos os lados. Eu, por exemplo, que não tomo nenhum dos partidos, ou vista como alguém "em cima do muro", não vejo assim. Me vejo como alguém com opinião própria, sem me deixar influenciar por um lado ou outro. Talvez isso seja porque leio muito.
Direito dos animais
Saindo dessa ideia evangélicos/não-evangélicos, vamos entrar em um ponto que os leitores do blog discordam entre si.
O caso do Instituto Royal, onde faziam teste com animais, muitas vezes matando os pobres bichinhos com doenças dermatológicas graves ou até mesmo envenenamento. Muitas pessoas veem isso como crueldade, ato que não é necessário para termos produtos de beleza ou farmácia como temos agora. Outros, veem isso como necessário, que não temos por que abrir mão de nossos produtos para defender direitos de animais que nem mesmo pensam. Sobre esse assunto, tenho uma opinião clara, sou contra os testes em animais, e a favor de seus direitos. Mas sei que sim, a muita manipulação sobre ambos os casos, mesmo o que eu defendo.
Entendem o que digo? A manipulação não está só na mídia. Está em tudo.
RETROSPECTIVA 2012
O post é longo pra caramba :S
P.S: Sei que vão vir muitas perguntas, depois que esse post surgir, mas deixo bem claro que é PASSADO! Tudo que faz parte do meu passado, ficou lá. Querem perguntar, perguntem, vou responder com certeza. Mas não me sinto mais assim.
P.S: Sei que vão vir muitas perguntas, depois que esse post surgir, mas deixo bem claro que é PASSADO! Tudo que faz parte do meu passado, ficou lá. Querem perguntar, perguntem, vou responder com certeza. Mas não me sinto mais assim.
Nossa, parece que faz décadas que 2011 e o início de 2012 passou. Mas aí está, doze meses depois de tudo o que passei de bom ou ruim, resolvi revelar todos os meus maiores segredos, em uma retrospectiva de tudo o que aconteceu comigo nesse ano tão incrível, transformador e feliz pra mim.
No fim de novembro de 2011, tinha feito uma promessa: tirar a minha vida. Pra isso tinha uma data marcada (por ser depois da praia, da visita da minha "irmã", que estava em Manaus, e logo antes de começar as aulas. Além, é claro, de ser um dia que minha mãe lembraria só daqui a quatro anos): 29 de fevereiro.
Não me julgue por essa decisão sem saber da minha vida. Eu estava morta por dentro, e sentia que nada podia me tirar daquilo (veja o post suicídio, feito nessa época). Não acreditava mais na Bíblia, nem em inferno. Achava que morrendo, iria a um lugar melhor, longe da vida escura e mórbida que vivia.
O motivo de não ter feito isso?
Lê a retrospectiva aí ;)
Janeiro:
O ano começou pra mim com clima de fim. Alias, desde que me conheço por gente, sempre odiei Ano Novo, por me fazer lembrar o ano horrível que tive. Estava morta, respirando por aí como um robô sem sentimentos, sem medo de morrer. Sem dor e sem alegria alguma.
Fui pra Oásis, em Tramandaí/RS, passar quinze dias com pai, mãe, irmão e amiga. Ela já tinha chegado de Manaus, e eu não queria desgrudar dela, afinal, era minha despedida.
Deixei que ela contasse tudo o que acontecera e me silenciei, trancando-me em mim mesma, sem abrir a boca. Sabia, porém, que precisava falar. Foi o que aconteceu. Minha amiga só perguntou por que eu estava assim, e eu contei a ela tudo o que estava sentindo e o porquê, apesar de não contar o que planejara.
Foi nesse mês que perdi meu melhor amigo. Ele morreu de leucemia dia 26.
Fevereiro:
Fevereiro foi o pior mês do ano. Ciente de que meu fim estava perto, me isolei. Trancada no quarto e no Tumblr, sem amigos, abraços, carinhos... Sem nada e ninguém. Só eu, meus amigos invísiveis, a esperança que chegasse logo dia 29. e uma gaveta cheia de remédios e um canivete.
Confesso que foi a pior fase de depressão que já passei na vida, e a única que tinha pressa de morrer. Apesar disso, foi um dos poucos momentos que minha família pensou que eu estava feliz e bem. Irônico, não?
Meia dúzia de vezes, saí de casa para ir a um tal "tratamento" da doença que me matava aos poucos, apesar de ficar cada vez pior e meu cabelo estar caindo a cada dia. Mais ou menos no fim desse mês que passei a usar boné e lenços.
As aulas começaram no dia 27, e tinha meu plano esquematizado: sentar na última classe, ser antipática como em 2008 e não falar com ninguém. Era um plano perfeito.
Mas, felizmente, uma mulher com mais do dobro da minha idade, e que sentou na minha frente, me inclui numa conversa com três garotas que iam, mais tarde, mudar minha vida. Minha nee-sam, Ayumu*; a doce Joice* e a garota fofa Bianca*.
Finalmente, dia 29 de fevereiro chegou, com um temporal horrível, logo antes da aula acabar. Acabei ficando na escola com Joice*, esperando a tempestade passar, cerca de duas horas.
Na hora que decidimos ir embora, a menina me deu um abraço tão acolhedor e sincero, que pensei ter já morrido e em um lugar melhor. E eu não recebia um abraço desde a conversa com a Rapunzel* no início de janeiro.
Foi esse abraço, que me impediu de cometer suicídio. Somente tive o tão esperado choro - não chorava desde metade de 2011 - que me tranquilizou.
Março:
Depois disso, prometi a mim mesma que ia tentar ficar bem. Mas, como sozinha ninguém consegue nada, a depressão continuou, apesar de voltar a viver normalmente, e melhorar as notas depois de muito tempo.
Com o passar do mês, minha amizade com Ayumu se intensificou, e eu enontrei nela o porto-seguro que nunca tinha encontrado em ninguém antes. Ela foi a pessoa que me fez sentir importante de novo e principalmente, foi o real motivo pra que eu dissesse que estava FELIZ com sinceridade. E isso é o que eu defino AMIZADE.
Abril:
Foi o mês que namorei com uma vizinha de 14 anos, que me deixou traumatizada a cerca de ciúme e romantismo. Minha depressão ainda continuava, fracamente. Sentia um vazio por dentro e perdera meus antigos amigos e estava afastada de outro alguém, o que me deixou triste por essa época.
Foi Ayumy*, mas uma vez, que me tirou dessa.
Maio:
Foi logo no início do mês que perdi meu anjinho. Uma criança de sete anos que me fazia bem, se foi de volta aos ceús dia 10. Também com leucemia.
No fim do mês assumi o namoro - com aliança e tudo - com a menina que estava namorando, o que causou escândalo na família e fora dela.
Estava feliz. Tinha amigos, namorada, tava tudo lindo. Mas estar feliz e diferente de ser feliz.
Junho:
Foi o mês que começou a mudança de verdade. Voltei a ir na igreja, o que pra mim é uma das coisas que me faz feliz (isso não me torna homofóbica e eu continuo ecômenica, eu não mudei isso, só me tornei feliz), e foi também nesse mês que terminei o namoro e voltei a acreditar na Bíblia (e isso não significa concordar com regras, eu concordo com a Bíblia) e a felicidade verdadeira começou a aparecer, como por mágica.
Julho:
Uma briga idiota por religião (só o fato de brigar por isso já é idiotice, me odeio por isso) fez eu tomar finalmente a decisão final. Voltei pra Deus, pra igreja e passei a ser feliz DE VERDADE.
Passei quase o mês inteiro longe da minha nee-chan. Tanto pela briga idiota, quanto pelas maldades de certas pessoas invejosas.
AMIZADE =/= NAMORO #ficaadica
Agosto:
Graças a Deus, o mês começou com eu e Ayumu* de bem.
Fui no melhor show da minha vida!Muito rock e mudança de vida, lágrimas... PERFEITO!
Setembro:
Esse mês tive um surto de tristeza, porque veio a tona problemas do passado. Minha família não aceita(va) meus gostos (anime, vampiros, literatura juvenil, rock...), o que me deixou mal também.
Esse mês fiquei 15 dias trancada, tentando ficar bem, mas sem forças pra nada.
"Sinto como se tivessem me arrancado uma perna. Não, pior ainda, meu coração. Parti ele em mim pedaços como se fossem migalhas. Me sinto sufocada, como se uma mão gigante tivesse apertando meu pulmão, meu estômago e meu coração. Dói. Não consigo comer nada. Não consigo sair de casa, é como se as pessoas fossem me acusar de meus pecados em plena rua. Queria chorar, mas não saem lágrimas. Queria morrer..."
Diário - 19/09/2012
Passei por uma barra horrível, ficava trancada numa cama, e isso também me irritava. Motivos? Uma certa doença aí. Mas tudo valeu a pena. Me livrei de uma encrenca pra sempre, e sim, pra mim isso foi um milagre. De irmã pra irmã. Minha irmã foi a ajuda pra minha cura.
Outubro:
No início do mês, fui atingida por uma crise de pânico, que não me atingia a anos. Pensei que tudo ia voltar, mas Deus me livrou disso. Alias, Deus foi o único motivo de a depressão não me atingir de novo. Ele me abraçava e cuidava de mim todos os dias.
Novembro:
Esse mês olhei pra trás e refleti sobre tudo o que tinha passado esse ano. Passei por momentos tristes, sim, mas passei por tanta coisa boa, tanto motivo pra ser feliz!E eu sou feliz, depois de todo esse tempo, todos esses anos, EU SOU FELIZ!
Amigos, por exemplo. Tenho aos montes: minha melhor amiga Fada Madrinha*, a quem devo tudo, porque sempre que eu estive mal, ela era a única por aqui. Minha nee-sam, Ayumu, que esteve comigo me fazendo feliz, todos os dias. Minha best vaca, a Rapunzel*, que ensinei e eduquei com orgulho. Joice*, Bianca*, Koly*, Jonas*, Gui* e toda 117. Meus amigos otakus: Fernanda, Gus... E minha família que sempre está comigo. Por todos e tudo, vivi um ano incrível.
E Deus, que me fez feliz de verdade!
Dezembro:
Esse ano todo estive com a auto-estima nas alturas. Me acho bonita, sim. Me acho linda, sou filha e criatura de um Deus perfeito. Preciso emagrecer, mas só por saúde, e pra ficar mais bonita (kk).
Pra terminar o ano com chave de ouro, tô namorando o menino que sempre pedi a Deus nas minhas orações: otaku, rockeiro, fofo, sem ser meloso, e cuida de mim.
Não estou mais feliz.
Sou feliz.
O ano começou pra mim com clima de fim. Alias, desde que me conheço por gente, sempre odiei Ano Novo, por me fazer lembrar o ano horrível que tive. Estava morta, respirando por aí como um robô sem sentimentos, sem medo de morrer. Sem dor e sem alegria alguma.
Fui pra Oásis, em Tramandaí/RS, passar quinze dias com pai, mãe, irmão e amiga. Ela já tinha chegado de Manaus, e eu não queria desgrudar dela, afinal, era minha despedida.
Deixei que ela contasse tudo o que acontecera e me silenciei, trancando-me em mim mesma, sem abrir a boca. Sabia, porém, que precisava falar. Foi o que aconteceu. Minha amiga só perguntou por que eu estava assim, e eu contei a ela tudo o que estava sentindo e o porquê, apesar de não contar o que planejara.
Foi nesse mês que perdi meu melhor amigo. Ele morreu de leucemia dia 26.
Fevereiro:
Fevereiro foi o pior mês do ano. Ciente de que meu fim estava perto, me isolei. Trancada no quarto e no Tumblr, sem amigos, abraços, carinhos... Sem nada e ninguém. Só eu, meus amigos invísiveis, a esperança que chegasse logo dia 29. e uma gaveta cheia de remédios e um canivete.
Confesso que foi a pior fase de depressão que já passei na vida, e a única que tinha pressa de morrer. Apesar disso, foi um dos poucos momentos que minha família pensou que eu estava feliz e bem. Irônico, não?
Meia dúzia de vezes, saí de casa para ir a um tal "tratamento" da doença que me matava aos poucos, apesar de ficar cada vez pior e meu cabelo estar caindo a cada dia. Mais ou menos no fim desse mês que passei a usar boné e lenços.
As aulas começaram no dia 27, e tinha meu plano esquematizado: sentar na última classe, ser antipática como em 2008 e não falar com ninguém. Era um plano perfeito.
Mas, felizmente, uma mulher com mais do dobro da minha idade, e que sentou na minha frente, me inclui numa conversa com três garotas que iam, mais tarde, mudar minha vida. Minha nee-sam, Ayumu*; a doce Joice* e a garota fofa Bianca*.
Finalmente, dia 29 de fevereiro chegou, com um temporal horrível, logo antes da aula acabar. Acabei ficando na escola com Joice*, esperando a tempestade passar, cerca de duas horas.
Na hora que decidimos ir embora, a menina me deu um abraço tão acolhedor e sincero, que pensei ter já morrido e em um lugar melhor. E eu não recebia um abraço desde a conversa com a Rapunzel* no início de janeiro.
Foi esse abraço, que me impediu de cometer suicídio. Somente tive o tão esperado choro - não chorava desde metade de 2011 - que me tranquilizou.
Março:
Depois disso, prometi a mim mesma que ia tentar ficar bem. Mas, como sozinha ninguém consegue nada, a depressão continuou, apesar de voltar a viver normalmente, e melhorar as notas depois de muito tempo.
Com o passar do mês, minha amizade com Ayumu se intensificou, e eu enontrei nela o porto-seguro que nunca tinha encontrado em ninguém antes. Ela foi a pessoa que me fez sentir importante de novo e principalmente, foi o real motivo pra que eu dissesse que estava FELIZ com sinceridade. E isso é o que eu defino AMIZADE.
Abril:
Foi o mês que namorei com uma vizinha de 14 anos, que me deixou traumatizada a cerca de ciúme e romantismo. Minha depressão ainda continuava, fracamente. Sentia um vazio por dentro e perdera meus antigos amigos e estava afastada de outro alguém, o que me deixou triste por essa época.
Foi Ayumy*, mas uma vez, que me tirou dessa.
Maio:
Foi logo no início do mês que perdi meu anjinho. Uma criança de sete anos que me fazia bem, se foi de volta aos ceús dia 10. Também com leucemia.
No fim do mês assumi o namoro - com aliança e tudo - com a menina que estava namorando, o que causou escândalo na família e fora dela.
Estava feliz. Tinha amigos, namorada, tava tudo lindo. Mas estar feliz e diferente de ser feliz.
Junho:
Foi o mês que começou a mudança de verdade. Voltei a ir na igreja, o que pra mim é uma das coisas que me faz feliz (isso não me torna homofóbica e eu continuo ecômenica, eu não mudei isso, só me tornei feliz), e foi também nesse mês que terminei o namoro e voltei a acreditar na Bíblia (e isso não significa concordar com regras, eu concordo com a Bíblia) e a felicidade verdadeira começou a aparecer, como por mágica.
Julho:
Uma briga idiota por religião (só o fato de brigar por isso já é idiotice, me odeio por isso) fez eu tomar finalmente a decisão final. Voltei pra Deus, pra igreja e passei a ser feliz DE VERDADE.
Passei quase o mês inteiro longe da minha nee-chan. Tanto pela briga idiota, quanto pelas maldades de certas pessoas invejosas.
AMIZADE =/= NAMORO #ficaadica
Agosto:
Graças a Deus, o mês começou com eu e Ayumu* de bem.
Fui no melhor show da minha vida!Muito rock e mudança de vida, lágrimas... PERFEITO!
Setembro:
Esse mês tive um surto de tristeza, porque veio a tona problemas do passado. Minha família não aceita(va) meus gostos (anime, vampiros, literatura juvenil, rock...), o que me deixou mal também.
Esse mês fiquei 15 dias trancada, tentando ficar bem, mas sem forças pra nada.
"Sinto como se tivessem me arrancado uma perna. Não, pior ainda, meu coração. Parti ele em mim pedaços como se fossem migalhas. Me sinto sufocada, como se uma mão gigante tivesse apertando meu pulmão, meu estômago e meu coração. Dói. Não consigo comer nada. Não consigo sair de casa, é como se as pessoas fossem me acusar de meus pecados em plena rua. Queria chorar, mas não saem lágrimas. Queria morrer..."
Diário - 19/09/2012
Passei por uma barra horrível, ficava trancada numa cama, e isso também me irritava. Motivos? Uma certa doença aí. Mas tudo valeu a pena. Me livrei de uma encrenca pra sempre, e sim, pra mim isso foi um milagre. De irmã pra irmã. Minha irmã foi a ajuda pra minha cura.
Outubro:
No início do mês, fui atingida por uma crise de pânico, que não me atingia a anos. Pensei que tudo ia voltar, mas Deus me livrou disso. Alias, Deus foi o único motivo de a depressão não me atingir de novo. Ele me abraçava e cuidava de mim todos os dias.
Novembro:
Esse mês olhei pra trás e refleti sobre tudo o que tinha passado esse ano. Passei por momentos tristes, sim, mas passei por tanta coisa boa, tanto motivo pra ser feliz!E eu sou feliz, depois de todo esse tempo, todos esses anos, EU SOU FELIZ!
Amigos, por exemplo. Tenho aos montes: minha melhor amiga Fada Madrinha*, a quem devo tudo, porque sempre que eu estive mal, ela era a única por aqui. Minha nee-sam, Ayumu, que esteve comigo me fazendo feliz, todos os dias. Minha best vaca, a Rapunzel*, que ensinei e eduquei com orgulho. Joice*, Bianca*, Koly*, Jonas*, Gui* e toda 117. Meus amigos otakus: Fernanda, Gus... E minha família que sempre está comigo. Por todos e tudo, vivi um ano incrível.
E Deus, que me fez feliz de verdade!
Dezembro:
Esse ano todo estive com a auto-estima nas alturas. Me acho bonita, sim. Me acho linda, sou filha e criatura de um Deus perfeito. Preciso emagrecer, mas só por saúde, e pra ficar mais bonita (kk).
Pra terminar o ano com chave de ouro, tô namorando o menino que sempre pedi a Deus nas minhas orações: otaku, rockeiro, fofo, sem ser meloso, e cuida de mim.
Não estou mais feliz.
Sou feliz.
Falando de... FARISEUS DESSE TEMPO
P.S: Tudo o que falo aqui é o que a bíblia fala sobre os assuntos que são tratados no post. Se você não concorda com qualquer coisa que está escrito lá, não continue a leitura. E se concorda com a bíblia, mas não concordar com o post, sinto muito, mas você anda interpretando a bíblia errado (lê-se: como é bom pra você)
Preconceito é crime na nossa sociedade, qualquer um sabe disso. Mas muitos "fariseus" (religiosos) de nossa época teimam em dizer que essa lei está errada, que ninguém pode concordar com o pecado. Eu concordo que não se pode concordar com o erro, mas não concordo que isso te dê o direito de discriminar alguém, seja porque ela é drogada, prostituta, homossexual, fornicador ou qualquer outra coisa. Respeitar alguém, não está te tornando condizente com o que ele faz. Está provando a ele, que você está seguindo o exemplo de Jesus de amar a todas as pessoas, independete da raça, cor, religião ou opção sexual. Você está sendo cristão, ou seja, seguidor de Cristo.
Há quem diga que não discrimina ninguém, e ainda assim, teima em "cortar relações" com parentes ou amigos que vivem em pecado. Isso pra mim, é sim, discriminação. Pois está tratando diferente, ou seja, está agindo com preconceitos.
E não, nunca disse que o fato de não concordar com algo que ele faz, te torna preconceituoso. Aceitar o que ele faz te tornaria igual a ele. Preconceito é tratar alguém diferente por algo que ele faz ou é. Isso é pecado também.
Um exemplo claro pra adolescentes: Se você não gosta de pagode, mas trata igual um pagodeiro, você está tendo opinião. Se não gosta, mas o trata diferente das outras pessoas, está sendo preconceituoso. Se diz que não gosta, mas escuta quando está com ele, está se tornando igual a ele. Ou seja, está perdendo sua opinião.
Jesus deixou o exemplo perfeito de como o seguidor dele deve ser: ele nunca descriminou alguém ou agiu com preconceito. Pelo contrário, apesar de não concordar com o pecado, e até mesmo falar contra ele, ele sempre andou com ladrões, prostitutas e pecadores, ao lado dele, mesmo sabendo quem eles eram. E defendeu uma pecadora, a tratando como igual, ao dizer "Quem não tem pecado que atire a primeira pedra".
Aliás, aí está um versículo que deveria ser decorado pelos "fariseus" de nosso tempo. Todos nós, seres humanos, vivemos pecando. Mesmo sem querer, pecamos. Até quem diz que não tem pecado, já está pecando, pois está mentindo. Todo mundo tem pecado. E não existe "pecadinho" ou "pecadão" no ver de Deus. Todos somos igualmente pecadores. Então da próxima vez que ver aquele casal gay ou aquela prostituta na rua, lembre-se das palavras de Jesus: "Quem não tem pecado, que atire a primeira pedra."


